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A Petrobras ultrapassou a marca dos 100 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás natural entregues ao mercado consumidor do país. Na última quarta-feira (26/03), a empresa disponibilizou um total de 101,1 milhões de m³, volume que superou o recorde anterior, de 97,7 milhões de m³ movimentados no dia 29 de maio de 2013.

Do volume total entregue no último dia 26, 45,1 milhões de m³ foram destinados ao mercado termelétrico e 42,5 milhões de m³ ao mercado não termelétrico, do qual fazem parte indústrias, residências, transporte (veículos), cogeração e outros. O restante - 13,5 milhões de m³ - foi entregue às unidades da Petrobras.

O fato de ter ultrapassado a marca inédita de 100 milhões de m³/dia de gás natural deve-se principalmente ao forte aumento da geração de energia termelétrica, que atende ao despacho solicitado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Fonte: Agência Petrobras

A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou na segunda-feira que o volume estimado de petróleo recuperável nas áreas da margem equatorial é de 7,5 bilhões de barris de petróleo. As áreas, que ficam entre o Rio Grande do Norte e o Amapá, serão ofertadas na 11ª Rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo. 

A superintendente da ANP, Eliane Petersohn, explicou que essas áreas tem 30 bilhões de volume estimado “in situ”. “In situ” diz respeito a todo o volume que está nas áreas que serão ofertadas. Dessa forma, a ANP está trabalhando com um percentual recuperável de 25% dos 30 bilhões de barris de petróleo “in situ”, estimado no local. 

A diretora-geral destacou também que a previsão de volume “in situ” nas áreas que serão ofertadas no Espírito Santo é de 5 bilhões. Dessa forma, o volume total "in situ" é de 35 bilhões de barris de petróleo. 

Magda ponderou, no entanto, que esses volumes foram detectados por meio de sísmicas em 2D (em duas dimensões) realizadas das áreas. Segundo ela, esses estudos precisam ser aprofundados. 

A diretora participou da abertura do seminário técnico-ambiental da ANP, evento que tem como objetivo apresentar os aspectos ambientais descritos nos pareceres elaborados pelos órgãos ambientais e informações técnicas das áreas que serão ofertadas na rodada. 

Amanhã será realizado o seminário Jurídico-Fiscal, que abordará o aperfeiçoamento do edital e do contrato de concessão, além dos aspectos gerais relativos à qualificação de empresas, participações governamentais, pesquisa, desenvolvimento e inovação, e conteúdo local. 

Segundo Magda, a ANP não tem "nenhuma" indicação de que as regras de conteúdo local serão modificadas futuramente. Ela reiterou que algumas petroleiras, como a Petrobras, pediram a flexibilização das regras. 

A diretora-geral afirmou ainda, que as discussões sobre a redistribuição dos royalties de petróleo trazem "preocupação zero" para a agência reguladora. Segundo ela, a lei já foi promulgada e a questão que ainda está em discussão diz respeito a contratos passados, o que não deve trazer preocupação para as empresas que estão entrando para os próximos leilões. Ela explicou que essa é uma discussão interna brasileira, que não afeta as companhias internacionais.
 
 
Fonte: Valor Econômico
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) lançou oficialmente a 11ª rodada de licitações de Petróleo e Gás natural e espera colocar o Brasil de volta no mapa das rodadas de licitações internacionais. Esta nova rodada de blocos de exploração offshore e onshore ocorrerá dias 14 e 15 de maio, ou seja, uma semana antes da realização do Accelerate Oil&Gas 2013. 

Para repercutir o advento dos leilões, que não ocorrem desde dezembro 2008, o Accelerate Oil&Gas 2013 está incluindo na agenda do evento, em um trabalho conjunto com o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), o tópico "Exploração e Produção do Pré-Sal, blocos offshore e onshore e leilões do governo" no qual empresas âncoras - Shell, Statoil e Barra Energia - e o próprio órgão organizador dos leilões, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), estarão se reunindo nas dependencias do Windsor Barra Hotel, dia 21 de Maio, para debaterem sobre os resultados desta 11ª rodada. 

Entre os convidados de honra estão: Claudia Rabello, Superintendente de Promoção de Licitações (E&P), Flávio Ofugi Rodrigues, Diretor de Relações com Governo e Assuntos Regulatórios da Shell Brasil, Renato Bertani, CEO da Barra Energia e Presidente do World Petroleum Council (WPC) e Mauro de Andrade, Vice-Presidente de Relações Institucionais da Statoil Brasil. O objetivo da sessão é avaliar as aplicações tecnológicas implementadas e os resultados realistas da primeira fase da exploração da camada pré-sal e de blocos paralelos. Licitações e concurso de produção previstos para 2013 e o seu impacto no mercado. 

A 2a edição do Accelerate Oil&Gas 2013 espera gerar uma nova e única oportunidade de negócios e parcerias para empresas envolvidas no mercado de Óleo e Gás. Para tanto, participantes poderão usufruir da ferramenta "Meeting Manager" que permite o pré-agendamento de reuniões privadas com os demais participantes nos dois dias de evento. 

A organização do Accelerate Oil & Gas tem o prazer de oferecer uma gama de serviços sob medida para empresas que procuram oportunidades de investimento e de parceria de negócios no mercado brasileiro, incluindo a organização de reuniões de negócios com potenciais parceiros e investidores antes, durante e pós-evento.
 
 
Fonte: Guia Oil & Gas
O governo do Japão anunciou no último dia (13/03), ter extraído com sucesso do fundo do mar hidrato de metano, uma forma de gás natural. A extração foi feita a cerca de 80 quilômetros da costa do município de Aichi, anunciou o Ministério da Indústria do Japão Acredita-se que esta foi a primeira vez que isso foi feito em todo o mundo e a descoberta pode se uma fonte de energia alternativa ao petróleo e gás e, especialmente, crucial para a economia japonesa – o maior importador mundial de gás liquefeito.

Estima-se que os mares perto do Japão contenham hidrato de metano suficiente para suprir a nação de gás natural por 100 anos se for levado em conta o nível atual de consumo – isso representa mais de 7 trilhões de metros cúbicos.

O governo pretende começar a comercializar o hidrato de metano até o ano fiscal de 2018, segundo o Ministério da Economia, Comércio e Indústria. Se conseguir uma produção estável, ela poderá servir como uma rica fonte de energia doméstica.

Antes das 6 horas da manhã de ontem, o navio de perfuração em águas profundas Chikyu baixou uma escavadora até cerca de 1.000 metros que separou o hidrato de metano solidificado em água e gás natural, transportando o gás para a superfície.

Cerca de quatro horas depois, por volta das 10 horas, uma chama apareceu num queimador na popa do barco, indicando que gás havia sido produzido.

O Japão investiu centenas de milhões de dólares desde o início do ano 2000 na exploração offshore do hidrato de metano tanto no Pacífico como no Mar do Japão. Essa tarefa se intensificou depois de o governo se ver pressionado a encontrar outras formas de energia por causa do acidente na usina nuclear de Fukushima.

O governo pretende continuar o experimento por cerca de duas semanas para ver se consegue uma produção estável.

Características. O hidrato de metano consiste de moléculas cristalizadas de gás metano presas na água. Ele é chamado de "gelo inflamável" porque em altas pressões e baixas temperaturas, a substância sólida queima quando acesa. Comparado ao petróleo, o hidrato de metano emite menos dióxido de carbono quando queimado. O Canadá obteve sucesso na extração de hidrato de metano em 2007 e 2008, mas os custos altos inviabilizaram a exploração.

No teste de extração, baixar a pressão do solo sob o leito do mar facilitou a separação do hidrato de metano solidificado para extrair o gás. No futuro, serão necessárias tecnologias para baixar os custos de extração para tornar a produção estável uma realidade.

"Superando os problemas um a um, queremos atingir um estágio em que possamos utilizar os recursos para a nossa nação", disse ontem o ministro da Indústria, Toshimitsu Motegi.

Com a maioria das usinas nucleares do país parada, as importações de gás natural liquefeito para acionar usinas termoelétricas cresceram. O iene mais fraco fez os custos da energia subirem ainda mais, o que levou algumas das empresas fornecedoras de eletricidade do país a elevarem as tarifas ao consumidor. O hidrato de metano comercializado poderá estabilizar o suprimento de energia e baixar as tarifas.

O ministério encomendou a perfuração, que começou em janeiro, da Japan Oil, Gas and Metals National Corporation e outras empresas.
 
 
Fonte: jornal O Estado de S. Paulo
A Petrobras recebeu na última semana uma carga de gás natural liquefeito (GNL) da Argélia. O navio Excelerate, com capacidade para 135 mil metros cúbicos, chegou ao Rio de Janeiro no dia 6 de março, de acordo com operações de navios rastreadas pela Bloomberg. O navio partiu do terminal Arzew, na Argélia, onde foi carregado, e partiu no dia 19 de fevereiro. 

A Petrobras tem um terminal de regaseificação de GNL na Baía de Guanabara, no Rio. A época de chuvas mais seca no Brasil reduziu a capacidade de geração de energia hidrelétrica e impulsionou a demanda do país por GNL, disse o grupo Goldman Sachs em relatório do dia 28 de janeiro. 

O Brasil não tem contratos de longo prazo para fornecimento de GNL com a Argélia, de acordo com os dados da Bloomberg.

Fonte: Valor Econômico
A Royal Dutch Shell comprou os ativos de gás natural liquefeito (GNL) da Repsol por US$ 4,4 bilhões em dinheiro, no momento em que a maior companhia espanhola de petróleo tenta reduzir seu endividamento e evitar um rebaixamento de sua classificação de crédito para a categoria "junk".