A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, disse que a empresa vai dobrar de tamanho até 2020 com a produção do pré-sal. Em sete anos, metade do que a estatal produzir virá do pré-sal, segundo a executiva, que participou de evento sobre energia na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.
“Mas temos que reduzir custos e produzir,” afirmou. Ela destacou que hoje o custo de produção do pré-sal é de US$ 40 a US$ 44 por barril, enquanto nos Estados Unidos, segundo ela, os preços são de US$ 44 a US$ 50.
A executiva disse que a companhia trabalha com uma cobrança muito forte para reduzir custos e afirmou que “não é barato produzir petróleo”. “Uma companhia de petróleo não é para qualquer executivo chegar e dizer 'vou fazer petróleo' e fazer, em dois ou três anos,” afirmou Graças Foster.
A presidente da Petrobras destacou a importância das boas relações com os demais países da América Latina, como Bolívia e Argentina e enfatizou que quaisquer relações envolvendo produção energética tendem a ser duradouras, já que matrizes energéticas são rígidas e que os projetos são de longos prazos.
“As relações entre países são extremamente delicadas e precisam ser mantidas pela estabilidade econômica feita pelos lideres e pela estabilidade regulatória,” afirmou. Graças Foster lembrou que 22% do PIB da Bolívia depende do gás que o país exporta ao Brasil e que o Brasil depende deste produto boliviano, por exemplo, e que há interesse do Brasil em estar muito bem com a Argentina, do ponto de vista econômico.
Fonte: Valor Econômico
A cobiça de petroleiras asiáticas pelos campos da margem equatorial brasileira agita os preparativos para a 11.ª rodada de licitações de blocos exploratórios organizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e marcada para 14 e 15 de maio.
O sigilo em torno de valores a ser ofertados e das negociações de parcerias nas disputas por blocos é obrigatório nessa fase, mas, entre as empresas, na agência reguladora e nas entidades que representam o setor, é esperada uma forte investida oriental nos blocos offshore em leilão.
Estendendo-se da fronteira com a Guiana Francesa, no Amapá, à costa do Rio Grande do Norte, a margem equatorial brasileira promete ser "a nova fronteira" do petróleo mundial, avalia a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard.
De olho nas oportunidades desse trecho do litoral do Brasil, quatro companhias petrolíferas do Japão, que nunca participaram da disputa de blocos nas rodadas anteriores, se habilitaram a participar: JX Nippon, Mitsui, Mitsubishi e Sumitomo. A gigante Cnooc, da China, também vai estrear, assim como a Petronas, da Malásia, e a tailandesa PTT.
Descobertas recentes de campos gigantes no offhore da Guiana (a não mais do que 50 km do Amapá) e na costa oeste da África firmaram a convicção de que há óleo e gás abundantes nesse trecho da costa brasileira. Poderosas, as petroleiras do Extremo Oriente são apontadas como adversários difíceis de serem batidos por gigantes europeias e americanas habilitadas.
Para a diretora-geral da ANP, o número de empresas habilitadas revela o interesse internacional nos 289 blocos. Destes, 94 estão em águas profundas. Os blocos somam 155,8 mil km², em 11 bacias sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano.
O governo federal ofertou 166 blocos marítimos, dos quais 72 em águas rasas. Há ainda 123 blocos terrestres. As 64 empresas são originárias de 18 países e três territórios ultramarinos.
Fonte: jornal O Estado de S.Paulo
Responsável, do lado brasileiro, durante sete anos pelo acompanhamento do projeto, fornecimento, construção e operação inicial das usinas Angra 1 e 2, além da inconclusa Angra 3, o engenheiro Antonio Müller agora trabalha para trazer tecnologias inovadoras para a indústria de petróleo no mar. A Tridimensional Engenharia, empresa que Müller preside, assinou parceria com a britânica DPS para absorver tecnologia e fornecer ao mercado pelo menos dois equipamentos inéditos por aqui: uma máquina de tratar rejeitos de plataformas que elimina o transporte desse lixo para terra e um modelo compacto de separador de óleo, gás, água e areia.
O equipamento para tratar rejeitos, segundo Müller, é inédito no setor de petróleo e está sendo fornecido para a Marinha britânica e para hospitais do Reino Unido. O equipamento transforma os rejeitos em cinzas, sem queima, por meio de um processo chamado pirólise, e os gases gerados podem ser usados para geração de vapor e aquecimento de água.
Hoje, segundo Müller, os rejeitos orgânicos e inorgânicos das plataformas são transportados para serem tratados e descartados ou reaproveitados em terra. Instalações e produção em terra, mas em áreas remotas, como em Urucu (Amazonas), também têm problemas com tratamento de resíduos e, segundo o empresário, podem utilizar o novo equipamento que processa de 120 a 580 quilos por hora, dependendo do tipo de rejeito.
Já o separador de óleo, gás, sólidos e água, de acordo com Müller, tem estrutura compacta que reduz o espaço ocupado na plataforma. Operando por centrifugação, ele processa até 30 mil barris de óleo equivalente por dia e já é utilizado na indústria de gás de xisto dos Estados Unidos.
Embora a Tridimensional seja essencialmente uma empresa de gerenciamento (EPC, no jargão setorial), Müller disse que o acordo com a DPS prevê transferência de tecnologia e a fabricação no Brasil de todos os componentes dos equipamentos possíveis de aqui serem feitos. "Queremos maximizar o conteúdo nacional", afirmou.
Fonte: Valor Econômico
A Petronas, companhia estatal de petróleo e gás da Malásia, negou, em comunicado divulgado, ter assinado com a brasileira OGX, do empresário Eike Batista, ou qualquer outra empresa acordo para a compra de direitos em um bloco de petróleo no Brasil.
A petrolífera malaia divulgou o comunicado em resposta a questionamentos da imprensa de que a Petronas estaria em conversações para adquirir a participação de 40% da OGX no bloco Tubarão Martelo, localizado na Bacia de Campos.
Fonte: Valor Econômico
A queda nos preços do petróleo desde a máxima deste ano em meados de fevereiro mostra que o mercado está suficientemente abastecido, disse a diretora-executiva da Agência Internacional de Energia (AIE), Maria van der Hoeven, acrescentando que tal queda pode ajudar a economia global.
Na última terça-feira, o petróleo Brent recuou para abaixo de 100 dólares por barril pela primeira vez em nove meses, após dados sobre a China e os EUA enfraquecerem as perspectivas para a demanda.
O contrato referência tem se mantido na maior parte do tempo acima de 100 dólares por barril desde 2011, apoiado em temores sobre a oferta, que começaram com uma turbulência civil na Líbia e em seguida foram impulsionados pelas tensões crescentes relacionadas ao programa nuclear iraniano.
Governantes em todo o mundo temem que os altos custos de energia ameacem inviabilizar a incipiente recuperação econômica global da crise financeira. O petróleo Brent já cumula queda de 16 por cento ante a máxima do ano de 119,17 dólares, atingida em 8 de fevereiro.
"Eu realmente espero que isso ajude... por que, como todos sabemos, preços altos do petróleo podem ter um impacto sobre a recuperação da economia", disse Van der Hoeven à Reuters. "Eu acho que isso também mostra o que nós dissemos mais de uma vez, que não há problemas de fornecimento."
A AIE cortou sua estimativa para o crescimento global da demanda por petróleo em 2013, o terceiro dos principais analistas mundiais de petróleo que, na semana passada, estimaram um consumo mais fraco.
Fonte: Agência Reuters
A fabricante de equipamentos Alstom anunciou no última quarta-feira ter vencido um contrato de 100 milhões de euros para fornecer equipamentos para a usina de Cachoeira Caldeirão, no Amapá.
De acordo com a nota, a usina está prevista para iniciar as operações em 2017 e terá capacidade de 219 MW.
O comunicado diz que equipamentos hidromecânicos, que fazem parte do pacote, serão produzidos em parceria com a Bardella. A multinacional francesa tem uma unidade conjunta com a fabricante brasileira em Porto Velho.
O contrato inclui ainda equipamentos para a subestação interna da usina, que serão fornecidos pela Alstom Grid - divisão de equipamentos de transmissão da Alstom.
Fonte: Valor Econômico
O Grupo Promon realizou novos investimentos na DeepFlex, da qual detém participação acionária desde 2008. Este aporte de capital se soma aos significativos investimentos anunciados em 08/04/2013 pelas empresas brasileiras de private equity Mare Investimentos e Mantiq Investimentos e também a outros aportes recentes realizados por investidores mais antigos da companhia – a brasileira AEM Capital e as norueguesas Energy Ventures, Klaveness Marine e Mobelmagasinet Tvedt.
O montante dos investimentos permitirá à DeepFlex viabilizar seu plano estratégico de desenvolvimento, que inclui a construção de uma fábrica de tubos flexíveis no Brasil e a expansão da capacidade de produção da empresa nos EUA.
“O mercado brasileiro exige soluções cada vez mais inovadoras para o desenvolvimento de tubos flexíveis para exploração em águas profundas. Sempre acreditamos na tecnologia Deepflex com materiais compósitos como a solução mais adequada a essa aplicação”, afirma Marcelo Taulois, diretor da área de negócios Subsea do Grupo Promon. ”Prova disso, é que, em 2008, assumimos uma participação na DeepFlex com o objetivo de trazer esta tecnologia para o Brasil”, finaliza Taulois, que também é membro do Conselho de Administração da empresa, juntamente com outros brasileiros, da AEM Capital.
Sobre o Grupo Promon Fundada em 1960, a Promon é um grupo empresarial brasileiro reconhecido por sua competência em engenharia, gerenciamento de empreendimentos e forte capacidade empreendedora, cujos únicos acionistas são profissionais vinculados à organização. Sua atuação abrange prioritariamente projeto, integração e implementação de soluções complexas de infraestrutura para setores-chave da economia. Entre eles destacam-se: energia elétrica, óleo e gás, indústrias de processo, química e petroquímica, mineração e metalurgia, infraestrutura de transportes e logística, meio ambiente e tecnologia da informação e comunicação.
As atividades operacionais da organização são conduzidas por seis entidades: a subsidiária integral Promon Engenharia, a PromonLogicalis Latin America (resultado da fusão entre a Promon Tecnologia e a companhia britânica Logicalis Group), a Trópico (joint venture com a Fundação CPqD e a Cisco Systems), a Promon Novos Negócios, a Promon Meio Ambiente e a P2 Brasil Gestão de Recursos (joint venture com o Pátria Investimentos). Compõem ainda o grupo a Genes Energias Renováveis, a Fundação Promon de Previdência Social, o Instituto de Tecnologia Promon e o Instituto Razão Social, entidade mantida em associação com a Gerdau, que conta com a parceria tecnológica da IBM Brasil.
O destaque como “Empresa do Ano” na edição de 2011 do anuário “Melhores e Maiores” da revista Exame, a presença constante da Promon nos rankingsdas melhores empresas para se trabalhar e das empresas-modelo em sustentabilidade empresarial, o reconhecimento de hors-concours no prêmio "Top Of Mind" do Project Management Institute - PMI, conquistas como os Prêmios “MAKE – Most Admired Knowledge Enterprises” e “PMO do Ano 2012”, além do Prêmio Nacional da Qualidade da Fundação Nacional da Qualidade, em 2007, demonstram a solidez de suas práticas de gestão e o sucesso de seu modelo empresarial.