ANP: Volume recuperável em novas áreas ao norte é de 7,5 bi de barris

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A diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, afirmou na segunda-feira que o volume estimado de petróleo recuperável nas áreas da margem equatorial é de 7,5 bilhões de barris de petróleo. As áreas, que ficam entre o Rio Grande do Norte e o Amapá, serão ofertadas na 11ª Rodada de licitação de blocos exploratórios de petróleo. 

A superintendente da ANP, Eliane Petersohn, explicou que essas áreas tem 30 bilhões de volume estimado “in situ”. “In situ” diz respeito a todo o volume que está nas áreas que serão ofertadas. Dessa forma, a ANP está trabalhando com um percentual recuperável de 25% dos 30 bilhões de barris de petróleo “in situ”, estimado no local. 

A diretora-geral destacou também que a previsão de volume “in situ” nas áreas que serão ofertadas no Espírito Santo é de 5 bilhões. Dessa forma, o volume total "in situ" é de 35 bilhões de barris de petróleo. 

Magda ponderou, no entanto, que esses volumes foram detectados por meio de sísmicas em 2D (em duas dimensões) realizadas das áreas. Segundo ela, esses estudos precisam ser aprofundados. 

A diretora participou da abertura do seminário técnico-ambiental da ANP, evento que tem como objetivo apresentar os aspectos ambientais descritos nos pareceres elaborados pelos órgãos ambientais e informações técnicas das áreas que serão ofertadas na rodada. 

Amanhã será realizado o seminário Jurídico-Fiscal, que abordará o aperfeiçoamento do edital e do contrato de concessão, além dos aspectos gerais relativos à qualificação de empresas, participações governamentais, pesquisa, desenvolvimento e inovação, e conteúdo local. 

Segundo Magda, a ANP não tem "nenhuma" indicação de que as regras de conteúdo local serão modificadas futuramente. Ela reiterou que algumas petroleiras, como a Petrobras, pediram a flexibilização das regras. 

A diretora-geral afirmou ainda, que as discussões sobre a redistribuição dos royalties de petróleo trazem "preocupação zero" para a agência reguladora. Segundo ela, a lei já foi promulgada e a questão que ainda está em discussão diz respeito a contratos passados, o que não deve trazer preocupação para as empresas que estão entrando para os próximos leilões. Ela explicou que essa é uma discussão interna brasileira, que não afeta as companhias internacionais.
 
 
Fonte: Valor Econômico
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